quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Abre aspas para Felipe Augusto Leite

"Pessoal, bora conferir quem são esses quatro filhos d'uma puta que saíram, e eu vou mandar tirar uma foto lá, desse time que... se esse time entrar em campo eu vou mandar tirar uma foto, e a gente vai fazer uma campanha, cada um... os clubes que jogaram... com essa foto, e vamos detonar esses caras, chamar de furador de greve, não confiem neles, e a gente botar o nome deles, e vocês passarem pra todos os grupos, os colegas. Eu vou mandar pra quem conheço, no país inteiro, clube de capitães, pra geral, todo mundo eu vou mandar. Ok? Deixa esse cara entrar em campo, e vamos pra uma campanha maciça, pra mostrar quem são os furadores da greve, pra ninguém mais confiar nesses caras. Vão ficar famosos. Eles querem ficar famosos? Vão ficar famosos agora." 


Felipe Augusto Leite, presidente do sindicato dos atletas nacionais e advogado das maiorias das ações trabalhistas movidas contra o ABC.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

A língua é o chicote do...

Se aproveitar de uma má fase do clube para dizer "eu faria melhor", dizer o caminho certo a ser seguido como se fosse fácil, criticar contratações que deram errado como se elas não tivessem sido bem avaliadas e elogiadas na época... ser oposição não é lá uma das tarefas mais difíceis aqui no ABC.

Como o título já sugere, a língua é o chicote do... corpo (vou amenizar para os leitores), mas pau que bate em Chico, bate em Francisco. O pior pesadelo que um "opositor nato" pode ter é substituir aquele que ele tanto crítica e ter que provar que é tão bom quanto falava. O canhão vira o alvo, e as coisas começam a se complicar.

Quando se é oposição, é fácil indicar jogador x, y e z, falar que possuem qualidades, mas quando é a sua vez, consegue trazer piores.

Quando se é oposição, é fácil falar para os que estão lá dentro renunciarem pelo bem do clube, mas quando é a sua vez, não larga o osso de jeito nenhum.

Quando se é oposição, é fácil falar que a atual diretoria não tem pulso firme e os jogadores mandam e desmandam, mas quando é a sua vez, consegue montar um elenco com três ou quatro panelinhas dentro dele e jogadores descompromissados com o clube.

Quando se é oposição, é fácil falar que a atual diretoria errou nisso ou naquilo, mas quando é a sua vez, não admite erros de forma alguma, mesmo eles sendo tão claros e óbvios.

Muito cuidado: existem muitos "opositores natos" por aqui, aqueles que são sempre oposição independente de quem está lá dentro, pois ser oposição hoje é muito cômodo, mas entrar e fazer melhor ninguém consegue, não é mesmo?

Esse post não visa defender lado A ou lado B. Aliás, o dono deste blog é totalmente contra existirem lados no ABC, pois o clube unido já enfrenta muitas dificuldades, avalie separado. Mas é preciso ser justo e falar algumas verdades para aqueles que sempre meteram o bedelho na gestão passada e hoje conseguem ser ainda piores.

Tá na hora de mudar, e mudar de verdade. Nos últimos 22 anos, tivemos apenas três presidentes (eleitos): Leonardo Arruda, Judas Tadeu e Rubens Guilherme. A torcida agradece tudo que eles fizeram, pois mesmo com alguns fracassos, deixaram alguma contribuição para o clube. Mas a hora deles já passou, é hora de entrar gente nova, um nome de consenso que consiga unir situação e oposição, e não ficar nesse ciclo vicioso que está no ABC hoje, onde o ego sempre fala mais alto. Se essa briguinha continuar, a tendência são as coisas piorarem muito.

O problema está longe de ser a situação na tabela

Há quem diga que a situação do ABC está quase irreversível devido aos 8 pontos de distância em relação ao 16º colocado. Ledo engano. O problema do alvinegro nunca foi e nem está sendo os 8, 10, 15 pontos de desvantagem em relação ao primeiro time fora da zona.

Na 23ª rodada em 2013, o ABC havia perdido de 2x1 para o Bragantino em São Paulo e estava na mesma 20ª colocação na tabela, com os mesmos 17 pontos de hoje, 7 a menos que o 16º (atualmente são 8). Naquela edição, os comandados de Roberto Fernandes acabaram fazendo uma campanha digna de G-4 e escaparam com uma certa "folga". Na época, muitos torcedores ainda acreditavam numa possível reação do alvinegro na competição, mesmo que improvável.

Então, o que difere o ABC de 2017 para o ABC de 2013? Eu explico: na rodada seguinte, o ABC derrotou a vice-líder Chapecoense, e o time titular tinha Wilson Júnior no gol; Thiaguinho, Flávio Boaventura, Lino e Wesley Bigu; Daniel Paulista, Somália e Giovanni Augusto; Alvinho, Gilmar e Rodrigo Silva. Já o time que empatou em 0x0 contra o Santa Cruz na última rodada tinha: Edson; Bocão, Passos, Fortunato e Levy; Pedra, Guedes, Erivélton e Gegê; Pardal e Fabinho. Sentiu a diferença de um pro outro?

Tem mais: o triunfo contra a Chape em 2013 iniciou uma sequência de 6 vitórias do ABC (Boa Esporte, Atlético-GO, Palmeiras, Joinville e São Caetano), que fez com que o alvinegro saísse da a lanterna para a 15ª colocação.

Os próximos seis jogos do alvinegro na Série B deste ano são: Paysandu (F), Figueirense (F), Juventude (C), Góias (C), CRB (F) e Boa Esporte (C). Alguém acredita em 18 pontos? Eu particularmente não acredito.

"Ah, mas em 2013 a sequência era bem mais difícil e nós conseguimos, então porque não podemos conseguir agora?"

Uma coisa muito simples, que o time de 2013 tinha de sobra e o de 2017 parece que nunca teve na vida. E não, não me refiro a qualidade, me refiro a algo chamado:

VONTADE DE VENCER

Bem grande, em negrito e sublinhado, pra ficar bem claro. Quem vê os jogos do ABC nesta Série B vê que o time está completamente entregue, não luta para vencer, parece até que não brigam por mais nada. Jogadores fominhas, descompromissados, que não veem a hora do jogo acabar e irem pra farra, ou pra casa dormir. Parece que jogam contra a vontade, por pura e simples obrigação. Sendo assim, fica difícil para qualquer torcedor acreditar numa reação, quando nem os próprios jogadores lutam por isso. Não são os 8 pontos de diferença, são os 11 jogadores com indiferença.

terça-feira, 30 de maio de 2017

18 jogos de invencibilidade

Em competições nacionais, o ABC chegou a sua 18ª partida sem derrota no Frasqueirão. A sequência começou na despedida em casa da Série B 2015, onde o Mais Querido venceu o Mogi Mirim por 3x1. Em 2016, foram 11 jogos da Série C (8 vitórias e 3 empates) e 2 da Copa do Brasil (1 vitória e 1 empate). Já em 2017, foram 4 jogos, com 3 empates e 1 vitória, sendo 2 válidos pela Copa do Brasil e 2 pela Série B. A última derrota na Frasqueira em competição nacional foi na 33ª rodada da Série B 2015, onde o alvinegro foi derrotado pela equipe do Sampaio Corrêa por 3x2. Confira os dados:

TOTAL

Jogos: 18
Vitórias: 11
Empates: 7
Derrotas: 0

SEQUÊNCIA

2015
ABC 3x1 Mogi Mirim (37ª rodada da Série B)

2016
ABC 3x2 Goianésia (1ª fase da Copa do Brasil)
ABC 2x0 Salgueiro (2ª rodada da Série C)
ABC 0x0 Confiança (4ª rodada da Série C)
ABC 1x1 Gama (2ª fase da Copa do Brasil)
ABC 4x0 River (7ª rodada da Série C)
ABC 2x1 Cuiabá (8ª rodada da Série C)
ABC 1x0 América/RN (10ª rodada da Série C)
ABC 1x1 Botafogo/PB (12ª rodada da Série C)
ABC 2x1 Fortaleza (14ª rodada da Série C)
ABC 2x0 Remo (15ª rodada da Série C)
ABC 2x2 ASA (18ª rodada da Série C)
ABC 1x0 Botafogo/SP (Quartas-de-final da Série C)
ABC 4x0 Guarani (Semi-final da Série C)

2017
ABC 1x1 Audax/SP (2ª fase da Copa do Brasil)
ABC 1x1 São Paulo (3ª fase da Copa do Brasil)
ABC 0x0 Paraná (1ª rodada da Série B)
ABC 1x0 Vila Nova (3ª rodada da Série B)

OBS: Após a vitória contra o Mogi Mirim, o alvinegro mandou um jogo contra o Botafogo/RJ no Mané Garrincha, em Brasília/DF. Porém, os dados são apenas para jogos com mando do clube no Frasqueirão.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Unidos venceremos (4/38)


De volta

Pra quem acompanha o blog desde 2013 e gostava do estilo das postagens, estou passando para anunciar que estou de volta com esse projeto. Ainda estou no começo, faltam atualizar vários dados, mas as postagens voltaram a ser diárias como eram antes. Além disso, teremos uma nova roupagem e outras novidades que serão divulgadas em breve. Espero que gostem!

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Na briga pelo acesso, visitantes tem levado a melhor

Em tese, o time que tem a melhor colocação tem a "vantagem" de decidir em casa, correto? Mas na Série C essa vantagem não tem adiantado muito, pelo menos não desde 2012, quando a competição passou a ter esse formato. O histórico de mata-matas até agora aponta que os times que decidem fora (ou seja, os de pior campanha) tem levado a melhor sobre os que decidem em casa. De 16 decisões, os visitantes ganharam 10 e os mandantes 6. Além disso, apenas uma vez um time que foi 1º ou 2º colocado na primeira fase acabou sendo campeão (Santa Cruz, 1º em 2013). Nas outras três vezes, um 3º ou 4º que levantou a taça (Oeste, 4º em 2012; Macaé, 4º em 2014; Vila Nova, 3º em 2015). Eis o histórico:

2012 (0x4)
Fortaleza (1º) x Oeste (4º)
Luverdense (2º) x Chapecoense (3º)
Macaé (1º) x Paysandu (4º)
Duque de Caxias (2º) x Icasa (3º)

2013 (3x1)
Santa Cruz (1º) x Betim (4º)
Luverdense (2º) x Caxias (3º)
Macaé (1º) x Sampaio Corrêa (4º)
Vila Nova (2º) x Treze (3º)

2014 (2x2)
Fortaleza (1º) x Macaé (4º)
CRB (2º) x Madureira (3º)
Tupi (1º) x Paysandu (4º)
Mogi Mirim (2º) x Salgueiro (3º)

2015 (1x3)
Fortaleza (1º) x Brasil de Pelotas (4º)
ASA (2º) x Tupi (3º)
Londrina (1º) x Confiança (4º)
Portuguesa (2º) x Vila Nova (3º)